2014 Relatório
de atividades

Novo clima, novo consumo, nova economia

Uma palavra sintetiza os dilemas e os desafios do começo do século XXI: esgotamento. O modelo de consumo de massa, alimentado pelo consumo massivo de fontes energéticas fósseis, não é mais capaz de gerar valor para a sociedade sem que isso signifique arcar com um custo altíssimo. Os impactos do esgotamento desse modelo já fazem parte da nossa realidade: mudanças climáticas, escassez de recursos naturais, exploração de mão-de-obra, desigualdade social...

O movimento da sustentabilidade busca superar esses problemas, evidenciando o anacronismo desse modelo e mostrando novos caminhos para gerar valor sem impactos agressivos ao meio ambiente e à sociedade em geral. Construir uma nova economia, verde e inclusiva, que nos auxilie no enfrentamento dos grandes desafios da nossa era – as mudanças do clima e o paradigma do pensamento linear – é possível e necessário, e todos os projetos do GVces têm como objetivo auxiliar governos, empresas e sociedade civil nesse esforço.

BRASIL POTÊNCIA ECONÔMICA E AMBIENTAL
Se a ação para reduzir a probabilidade e os impactos das mudanças climáticas tem algum custo, a inação tem um custo muitíssimo maior. Por isso, muitos atores globais, públicos e privados, já estão agindo e investindo em ação contra as mudanças do clima. Governos de todo o mundo estão engajados, em variados graus, na redução efetiva das emissões de gases do efeito estufa (GEE) para as próximas décadas, investindo em fontes energéticas renováveis, mudando padrões de produção industrial e de consumo de recursos naturais, investindo em inovação tecnológica em diferentes setores econômicos.

Nesse contexto, o Brasil tem todas as condições para se viabilizar como um ator destacado na transição para uma economia pós-carbono. Este foi o foco do estudo “Brasil – Potência Econômica e Ambiental no Século 21”, desenvolvido pelo GVces com o apoio da Environment Defense Fund (EDF) e publicado no final de 2014.

O estudo analisou cinco setores (etanol de cana-de-açúcar, florestas plantadas e reflorestamento comercial, energia limpa e renovável, agricultura de baixo carbono, e mercados emergentes de serviços ecossistêmicos). O Brasil emerge com requisitos para se estabelecer como uma potência econômica e ambiental nos cinco setores, tendo como foco a economia de baixo carbono e com base em suas contribuições atuais no PIB, na geração de emprego e valor adicionado.

O estudo aponta que a abundância de recursos naturais, a disponibilidade de terras e as condições climáticas favoráveis em diferentes regiões do país são fatores que contribuíram para que o Brasil desenvolvesse e mantivesse um forte setor agropecuário, um combustível líquido renovável (etanol) e uma matriz elétrica majoritariamente pautada pelo uso de fontes renováveis (hidrelétricas). Embora cada um dos setores analisados tenha enfrentado dificuldades nos últimos anos, existe potencial para expansão de energias renováveis alternativas – como a eólica onshore e a térmica a biomassa –, um mercado consumidor promissor para o etanol, e a possibilidade de aliar ganho de produtividade e eficiência com redução de emissões de GEE na agropecuária e na silvicultura.

Essas mudanças acarretarão em custos, mas os ganhos de mercado com as consequências dessas medidas poderão ser expressivos para a economia brasileira no médio e longo prazo – posicionando o país numa condição bastante favorável na economia global das próximas décadas.

“No âmbito dos mercados internacionais do século 21 (...), há fortes indícios de que países com capacidade de governança ambiental, habilidade de reduzir emissões de GEE de forma efetiva, tecnologia e expertise empresariais para produzir alimentos, madeira, fibra e papel de baixo teor de carbono, além de condições para aumentar a produção de energia renovável de baixa emissão, desfrutarão de vantagens econômicas e comerciais significativas. Com as políticas públicas e as estratégias de investimento corretas, o Brasil poderá ser o principal deles, uma potência econômica e ecológica mundial.”

(Introdução do estudo "Brasil - Potência Econômica e Ambiental no Século 21")

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MUDAR PARA UM CONSUMO MAIS SUSTENTÁVEL
No debate recente sobre desenvolvimento no Brasil, o consumo ganhou destaque como evidência de melhoria socioeconômica para grande parte da população. Uma perspectiva bastante ligada ao acesso a bens de consumo como indicador de melhor qualidade de vida das pessoas.

Outra perspectiva relacionando desenvolvimento e consumo sugere um olhar qualificado para os impactos associados, a partir de uma visão sistêmica, que aborde desde a extração da matéria-prima até o destino final dos resíduos.

É nesse contexto que se destacam o conceito de pensamento de ciclo de vida (em inglês, Life Cycle Thinking - LCT) e o de avaliação de ciclo de vida (ACV, em inglês Life Cycle Assessment - LCA). Ambos oferecem informações em diferentes profundidades para o entendimento central de que nossas decisões e escolhas não estão isoladas, mas influenciam muito um extenso sistema de relações, podendo interferir positiva ou negativamente em questões ambientais, econômicas e sociais. Assim, é possível obter informações que facilitam a identificação de danos diretos e não intencionais, balancear as externalidades negativas e os impactos positivos e, então, aplicar medidas de melhoria em todo o sistema, não apenas em áreas isoladas.

Para que essa nova visão ganhe ressonância no mercado, o engajamento dos grandes compradores e consumidores institucionais é fundamental. Em função do poder de escala, as contratações e compras institucionais empreendidas por governos e empresas exercem significativa influência no mercado para a viabilidade de investimentos em inovação e a gradativa mudança de patamar da sustentabilidade na fabricação, uso e descarte de produtos de largo consumo, fomentando o desenvolvimento de novos fornecedores.

Trazer o pensamento de ciclo de vida e a ACV para esses grandes compradores é um dos principais objetivos do programa Consumo e Produção Sustentáveis do GVces, e foi central para o trabalho realizado pelos seus pesquisadores em 2014. Uma das frentes de atuação do GVces nesse tema no ano passado foi no contexto do projeto "Compras Sustentáveis pela Inovação e por uma Economia Verde e Inclusiva". A iniciativa foi financiada pela Embaixada Britânica de Brasília (por meio do Prosperity Fund) junto aos Ministérios do Planejamento, Orçamento e Gestão (MP) e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), e implementada pelo Secretariado para a América do Sul do ICLEI - Governos Locais pela Sustentabilidade. O objetivo desse projeto foi aumentar a capacidade institucional do governo brasileiro para implementar a legislação brasileira sobre compras públicas sustentáveis (Decreto 7.746/2012 e IN 10/2012), enquanto mecanismo de promoção da inovação e fomento à economia verde e inclusiva.

Em parceria com o ICLEI, o GVces participou da elaboração de dois estudos técnicos de pegada de carbono sobre produtos (bens e serviços), que resultaram no Relatório técnico dos estudos sobre a pegada de carbono: documento impresso e digital e do serviço de impressão, que traz recomendações de atributos de sustentabilidade para as compras e contratações públicas, a fim de estabelecer condições favoráveis para o uso racional e responsável dos recursos financeiros públicos e dos recursos naturais. O ponto de partida desses estudos foi a aplicação do conceito de pensamento de ciclo de vida, olhando para esses produtos do “berço ao túmulo”.

“Os eventos de grande porte são oportunidades para a promoção de práticas e soluções mais sustentáveis, criando escala dentro do mercado. Em última análise, esse esforço não beneficia apenas as compras dos grandes compradores, mas também as dos consumidores finais.”

Fernanda Daltro,
consultora e gestora da iniciativa Compras Sustentáveis & Grandes Eventos pelo PNUMA Brasil.

Outra frente importante de atuação nesse tema foi por meio da Iniciativa “Compras Sustentáveis & Grandes Eventos”, fomentado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (por meio da sua Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental), e a FGV-EAESP. Sua proposta é oferecer subsídios a agentes públicos e empresariais para considerarem o ciclo de vida de produtos (bens e serviços) no momento das compras e contratações no contexto de grandes eventos, expandindo essa visão estratégica também para as compras cotidianas.

Os grandes eventos – sejam esportivos, culturais, musicais, científicos ou religiosos – possuem um efeito multiplicador relevante quando pensamos em novas práticas de consumo. Isso ocorre não apenas pelo volume de compra em si, mas também pelo exercício de uma nova gestão junto a fornecedores e pela qualificação das tomadas de decisão de compras baseadas em outros critérios que podem ir além do preço. Os impactos negativos de anfitriar um megaevento são uma questão importante para o Brasil atual, tendo em vista a realização de grandes eventos no país nos últimos dez anos, além dos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Eles podem ser minimizados e transformados em motores da produção sustentável se atributos de sustentabilidade forem incluídos nos processos de compras e contratações envolvidas, gerando um ciclo virtuoso de consumo e produção sustentáveis.

Dentro dessa iniciativa, a equipe do GVces elaborou 12 relatórios técnicos – que abordam desde o mapeamento e análise das principais normas e instrumentos de autorregulação sobre compras sustentáveis, até estudos de ACV. Estes tiveram como foco a pegada de carbono de seis produtos e um evento (camiseta de algodão, panfleto de papel, sacola plástica, mesa de MDF, desinfetante, prato de refeição brasileira, e partida de futebol). O projeto gerou ainda uma publicação, o livro “Compras Sustentáveis & Grandes Eventos: a avaliação do ciclo de vida como ferramenta para decisões de consumo”, que sistematiza as informações e estudos técnicos de forma didática e acessível para o público em geral.

Publicação “Compras Sustentáveis & Grandes Eventos” foi lançada em evento na FGV-SP em março de 2015

“A visão de ciclo de vida é a única forma legítima de trabalhar sustentabilidade do ponto de vista ambiental. A gente não consegue capturar a visão sistêmica que a sustentabilidade nos exige sem o pensamento de ciclo de vida, que evite a translação de impactos ambientais entre os elos da cadeia produtiva.”

Flávio Ribeiro,
assistente executivo da vice-presidência da CETESB

“O ICLEI e o GVces elaboraram em conjunto o relatório técnico dos estudos sobre pegada de carbono, que apresenta dados que poderão incentivas compras e contratações mais sustentáveis a partir do pensamento de ciclo de vida dos serviços e produtos selecionados pelo estudo. O trabalho técnico do GVces para contabilizar a pegada de carbono foi de extrema precisão.”

Jussara de Lima Carvalho,
secretária executiva do ICLEI SAMS - Secretariado para América do Sul

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SUPERAR AS MUDANÇAS DO CLIMA
Imaginar os impactos das mudanças climáticas, como se eles fossem uma possibilidade distante no futuro, não é mais possível: as consequências do aumento da temperatura média do planeta no último século já se fazem sentir no nosso dia-a-dia. A maior ocorrência de eventos climáticos extremos (chuvas e secas prolongadas, períodos irregulares com temperaturas altas ou baixas, entre outros cenários) na última década demonstra que as alterações nos padrões climáticos globais começam a afetar populações inteiras, ameaçando a qualidade de vida e até a sobrevivência de milhões de pessoas em todo o planeta. Mesmo se reduzíssemos drasticamente as emissões de gases de efeito estufa imediatamente, ainda conviveremos com décadas de impactos decorrente da concentração atual desses gases na atmosfera.

"Independentemente da trajetória de desenvolvimento e emissões de gases de efeito estufa (GEE) futuras o país será afetado pelas mudanças climáticas com maior intensidade e frequência ao longo do tempo, já havendo evidências de impactos relacionados à variabilidade climática e eventos extremos no país, o que impõe a necessidade de adaptação às mudanças do clima.
Dada essa necessidade, a intervenção pública é justificada por uma série de questões. Algumas delas estão associadas à informação imperfeita, à existência de externalidades e à dificuldade de coordenação entre os agentes. Outras decorrem do fato de os governos serem responsáveis pela: elaboração de regras e regulamentos que podem aumentar ou restringir a capacidade de outros atores para se adaptar aos impactos das MC; prestação de serviços essenciais, tais como água potável, saúde e saneamento; e construção e manutenção de redes de infraestrutura e ativos públicos.
(...) Por fim, há restrições orçamentárias dos indivíduos e comunidades afetados que também justificam a intervenção pública, dado que o planejamento busca assegurar não só a eficácia, mas também a equidade das ações ao longo do território nacional."

(Documento "Recomendações para uma Estratégia Nacional em Adaptação", p. 7)

Isso significa que precisamos não apenas reduzir nossas emissões de forma efetiva e no ritmo mais rápido possível, mas também precisamos preparar nossas economias e comunidades para conviver com os impactos mais imediatos e futuros das mudanças climáticas. Nesse cenário crítico, as regiões e os grupos sociais mais pobres são os mais vulneráveis aos efeitos negativos desses impactos.

As mudanças climáticas já estão impondo a necessidade de estruturar estratégias de adaptação adequadas às realidades nacionais por parte de governos e empresas. Por isso, a adaptação às MC tem sido uma das frentes de atuação mais importantes do GVces nos últimos anos, com trabalhos voltados principalmente para o apoio ao poder público e à iniciativa privada na reflexão e no desenvolvimento de estratégias e planos para adaptação.

No que tange ao poder público, o GVces participou ativamente nas discussões sobre o Plano Nacional de Adaptação, que está sendo desenvolvido sob responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A partir de uma parceria e contrato com a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, os pesquisadores do programa Política e Economia Ambiental auxiliaram na produção de uma série de estudos contemplando o levantamento e sistematização do conhecimento existente sobre adaptação climática. Os estudos abarcaram um mapeamento de atores e trabalhos relevantes, diagnósticos sobre informações a respeito de projeções climáticas e impactos relacionados, competências legais no tema, avaliações sobre dimensões temporal, espacial e temáticas do planejamento em adaptação, identificação e aplicação (em estudo de caso) de metodologia para a priorização de medidas de adaptação, entre outros assuntos. Desse modo, os estudos e publicações forneceram subsídios técnicos iniciais para o desenvolvimento de uma estratégia de adaptação à mudança do clima e aos seus efeitos no Brasil, apresentando recomendações ao governo federal para um planejamento nacional em adaptação capazes de contribuir com este propósito.

Já a Plataforma Empresas pelo Clima (EPC), tendo como ponto de partida os insumos e aprendizados do Fórum Latino Americano de Adaptação às Mudanças do Clima (realizado em junho de 2013), iniciou em 2014 o desenvolvimento de uma agenda corporativa de adaptação climática, voltada para apoiar as empresas no desenho e implementação de estratégias próprias de adaptação.

No decorrer do ano passado, a EPC promoveu oficinas técnicas sobre o tema para profissionais de suas empresas membro e avançou no desenvolvimento de dois instrumentos para apoiar as empresas na elaboração de suas agendas de adaptação: um framework, para orientar a estruturação das agendas corporativas; e uma ferramenta para apoiar a implementação desse framework. Desde o ano passado, quatro empresas membros da EPC (CCR, CSN, Grupo Boticário, e Suzano Papel e Celulose) conduzem projetos piloto de aplicação desses produtos, com apoio da equipe do GVces. A Braskem também está utilizando esses instrumentos para elaborar o seu plano de adaptação, que contempla toda as unidades da empresa.

Em 2014, a EPC abriu uma agenda de trabalho em adaptação empresarial às mudanças climáticas, com ferramentas para facilitar a reflexão e a implementação de estratégias corporativas para adaptação climática.

“Lidar com mudanças do clima apenas com mitigação não é mais suficiente. Os impactos já existem e estão afetando a economia, a sociedade e, naturalmente, os negócios.”

Renato Armelin,
ex-coordenador do programa Sustentabilidade Global do GVces, em oficina da EPC sobre Adaptação (19/03/2014)

“O acompanhamento das empresas dos projetos piloto de adaptação na EPC traz importantes aprendizados acerca das dificuldades e resultados do desenvolvimento de estratégias corporativas em adaptação no âmbito empresarial – em especial, dois pontos: cenários climáticos e como engajar áreas-chave da empresa e a alta liderança, questões fundamentais para o processo da estratégia de adaptação.”

Mariana Nicolletti,
gestora da Plataforma Empresas pelo Clima (EPC)

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O QUE APRENDEMOS E O QUE O FUTURO NOS RESERVA

Para superar os problemas que afligem nossa sociedade neste começo de século, a sustentabilidade precisa deixar de ser um recurso meramente retórico para se transformar num valor orientador para a economia e a sociedade, presente nas políticas públicas, nas práticas de consumo, nos investimentos, na educação dos jovens – em nossas ações do presente e em nossos projetos de futuro.

Na questão climática, há muito a fazer. O Plano Nacional de Adaptação às Mudanças do Clima é um passo fundamental para preparar o Brasil para um cenário climático cada vez mais problemático. Espera-se que o governo federal avance na definição desse plano ainda em 2015, inclusive como um indicativo do engajamento do Brasil nas negociações sobre o novo acordo climático, que será finalizado em dezembro desse ano na cidade de Paris.

Como a experiência da EPC demonstra, as empresas brasileiras começam a se preocupar estrategicamente com adaptação climática – não apenas como uma forma de resguardar suas operações e seus negócios de impactos físicos (eventos climáticos em si) e não-físicos (por exemplo, regulações oficiais ou voluntárias), mas também de identificar oportunidades de negócio.

No que tange o trabalho da EPC nesse tema, os projetos piloto serão finalizados em 2015, dando insumo para uma publicação com os principais resultados, desafios e aprendizados. Além disso, outros três projetos serão iniciados. Essas experiências estão servindo para aperfeiçoar os produtos desenvolvidos pela EPC em adaptação, além de prover insumos para a realização de novas oficinas e grupos de trabalho para troca de aprendizados e impressões entre as empresas, bem como capacitação sobre cenários climáticos e adaptação baseada em ecossistemas (AbE).

Também há muito a fazer no que diz respeito às compras institucionais sustentáveis. Quando o GVces começou a trabalhar com o esse tema, há dez anos, os gestores de compras públicas ainda se debruçavam sobre como superar a barreira legal para incluir critérios de sustentabilidade em licitações e editais. Em uma década aconteceu a mudança no cenário legal – iniciada com as Políticas Nacionais de Mudança do Clima (2009) e de Resíduos Sólidos (2010), e aprofundada com a revisão da Lei Federal 8.666 (2010). A discussão deixou o campo jurídico, que se perguntava “por que fazer”, para o desafio prático: como fazer compras sustentáveis?

A ferramenta de ACV surge para dar uma resposta a esta questão, ao fornecer informações técnicas confiáveis para que os gestores públicos e privados tomem decisões mais fundamentadas. Inspirado por essa percepção e pelos aprendizados com os estudos sobre ciclo de vida e ACV, o GVces reconfigura em 2015 seu programa de consumo que passa a se chamar Consumo e Produção Sustentáveis. E dá início a uma nova iniciativa empresarial, a Ciclo de Vida Aplicado (CiViA), com o propósito de apoiar a incorporação do pensamento de ciclo de vida na gestão empresarial, disseminando os conceitos e sua aplicação no mapeamento e análise de externalidades, além de fomentar a quantificação e gestão dos impactos ambientais dos produtos e serviços por meio da abordagem de ciclo de vida.

O diagnóstico do esgotamento do modelo econômico tradicional já está mais do que concluído. Precisamos agora avançar na ação, na resolução e na superação desses anacronismos, rumo a um novo modelo mais sustentável, justo e inclusivo.


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